A Narradora

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Juliana
Estudante de Biologia, escritora e desenhista meia-boca nas horas vagas. Odeio cebola, acordar cedo e ficar muito tempo sem ter o que fazer. Na maioria das vezes sou quieta demais e prefiro continuar desse jeito. E sim, meu cérebro às vezes tem lag, problemas com interpretações múltiplas, vontade própria e está atualmente seriamente comprometido por um certo homem de covinhas.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Some random facts about me lol

People were doing this on twitter, but then my friend published this on her blog and made me remember how abandoned mine was. So here it is, some random facts :)


-     -  I was born in January 4th, 1989, when in fact I should have been born in January 2nd.
-     -  I was born in São Paulo, Brazil, and lived in my Grandma’s house for 5 years.
-      - I share my birthday with my grandpa.
-      - I was one year ahead in school, not sure why.
-      - When I was a kid, I wanted to be a paleontologist, because I loved dinosaurs.
-      - I have a 16 year-old sister and a 6 year-old brother.
-      - Now I live in Jundiaí, SP, with my parents and in Campinas, SP, with roommates because of college. It’s like having two homes.
-      - I graduated in college last year, so I’m a biologist now, even though I don’t quite feel like one.
-      - I’m pretty insecure about… everything.
-      - I don’t believe in love at first sight, just because I think love is too noble to be built in seconds. I do believe in passion at first sight, though.
-      - I believe in soul mates.
-      - I believe in God.
-      - I don’t have many close friends, just one or two. But I love them more than I can describe.
-      - I love Kellan Lutz and I think he’s one of the greatest people in this planet. If we had more Kellans the world would be a much better place.
-      - I’m a staff at kellanlutzonline.com
-      - I have never met Kellan.
-      - One of the greatest days in my life was the day he tweeted me in July, because I could never ever see that coming. I cried all day long.
-      - I have never been anywhere outside Brazil.
-      - I have never seen the snow.
-      - I love writing.
-      - I’m publishing my first book this year and I hope it turns out alright.
-      - I love sleeping.
-      - I wanna have 6 kids LOL (yeah, a lot)
-      - I’m allergic to penicillin, so now you know how to kill me.
-      - I don’t have a favorite book. I like different things in different books. But if I had to pick one, I guess it would be the Harry Potter series.
-      - I don’t know if I have a favorite movie, it’s hard for me to pick things. I love The Beauty and The Beast since I was 3 years old, though.
-      - My favorite band is 30 Seconds to Mars, but I’ve never seen them live.
-      - If I had three wishes, they would be meeting Kellan, meeting my friend who lives in Ireland and… I don’t know the other one.
-      - The worst day in my life was the day my godfather passed away.
-      - What I hate the most is people who try to call attention all the time. If you’re good and do things right, you don’t have to.
-      - I don’t talk much about my feelings.
-      - And I’ve written too much.
sexta-feira, 14 de maio de 2010

Words to no one



Hey, you.

You don’t know my name, never heard of me. Never even knew I existed. Never saw my eyes, never got a glimpse of my smile. No voice, no sounds. No touch.

Maybe I’m just one more. Another one. Someone like many others that will just lie here with nothing but hope.

A hope that refuses to fade away. A hope that I tried so many times to rip off me, but it just doesn’t come out. A hope that other times someone else tried to get rid of, and I didn’t let them.

And I didn’t because, for some reason, I need it. Just like I need you.

I need to see your smile and realize everything is gonna be ok, even if it’s from a picture on my computer.

I need to hear your words so I can believe in what is left of me. Because somehow you make me believe.

I need to read you story times and times again when I cry. And I’ll cry even more, with a smile in my face and less worries in my head.

But I do hate you.

I hate it when you are so perfect that’s even unfair. You could pretend just once you’re not nice. Just like normal people do.

I hate the way your dimples make me smile when I don’t want to. When I’m pissed off. When I wanna get mad at you for some reason, even knowing you’ll never care because you’ll never know.

I hate it when you are so kind. You get me believing that humanity can be like you, when, deep inside, I know it’s not that true.

I hate that I would give anything to hug you and my anything doesn’t seem to be anything enough. And I hate that maybe I’ll never get the chance to tell you that.

And I hate even more that I don’t care.

I don’t care at all.

I don’t care I’m no one. I don’t care I’m far away from you and I don’t care people think I’m crazy.

I don’t care I can’t even translate what I’m feeling into words, I don’t care about how miserable I feel sometimes for being so frustrated with all this.

It hurts loving you, and I just don’t care.

It hurts even more that it doesn’t matter I need, I hate, I don’t care or I love.

My words will never get to you.

They will actually get to no one.
-
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pensamentos Repentinos (17) - Sobre Pessoas




Elas são estranhas. Estranhas e malucas. São tão estranhas e malucas que nem elas próprias conseguem se entender.
E pior que isso: Fazem com que você, ao tentar entendê-las, fique tão maluco e estranho quanto elas.

Pessoas esperam coisas.
Elas esperam que as outras pessoas sejam aquilo que, muitas vezes, elas mesmas não são.
Esperam que tenham seus defeitos perdoados e, quando erram, gritam aos céus que todo mundo tem defeitos e que errar é humano. Mas não relevam os defeitos dos outros.
Elas esperam que as outras pessoas correspondam cem por cento as suas expectativas pré concebidas ou traçadas antes de conhecerem essas outras pessoas em questão. E se esquecem de que uma pessoa é diferente da outra.

Pessoas trocam.
Trocam de sentimentos toda hora, de roupa, de sapato, de amigos ou de namorado. Trocam como se sentimentos, amigos e namorados fossem como roupas ou sapatos.

Pessoas machucam.
Podem ser como pedras no sapato, um espinho no meio do caminho, um tijolo solto no chão, mas com uma diferença: A pedra, o espinho e o tijolo nunca sabem o que estão fazendo.
E elas desenvolveram métodos extremamente eficientes para machucar outras pessoas de um modo muito mais dolorido que um chute ou um soco no olho: Chamam-se palavras. Um aglomerado de letrinhas que podem explodir em significado. Um Yin-Yang que pode servir para reconfortar alguém com a mesma e assombrosa eficiência do que se usada para machucar a pessoa em questão.

Pessoas falam.
Principalmente quando trocam de sentimentos, amigos ou namorados, elas têm uma necessidade gritante e quase incontrolável de berrar para o mundo que fizeram a tal troca e que estão se sentindo imensamente bem com isso.
Só que no fundo elas não estão. E sabem disso.

Pessoas fingem.
Na maior parte do tempo, para si mesmas. Por diversão, para os outros. No fim, para ambos.
É como uma espécie de mecanismo de autoproteção ou autoafirmação: Dizendo aos outros o que querem acreditar e fingindo que aquilo está bem, elas acabam se convencendo daquilo também e ficam felizes.

Pessoas copiam.
Elas copiam um estilo, um jeito de andar, de falar, de agir. Copiam e muitas vezes nem se dão conta disso.
Também copiam idéias, problemas e soluções.
Parodiam. Se tornam uma versão suficientemente fiel das outras pessoas com quem andam.

Pessoas julgam.
Qualquer coisa que estiver ao alcance delas. Outras pessoas, um animal, um pote de sorvete, um programa na tevê.
Julgam e depois separam em caixinhas cuidadosamente etiquetadas com o julgamento em questão.
Elas adoram rótulos.
Adoram julgar e separar o maior número de coisas possível, até perceberem que são a única coisa fora da caixa.

Pessoas reclamam.
E essa é uma mania que pode se tornar irritante. Reclamam do chuveiro, do computador, do gosto da comida e de outras pessoas. Para muitas, é quase um passatempo.
Reclamam, reclamam e reclamam. Até perceberem um dia que não tinham motivo para reclamar.
E nesse dia descobrem que é tarde demais.

Pessoas se arrependem.
Fazem besteiras. Esperam, trocam, machucam, falam, fingem, copiam, julgam, reclamam.
E depois percebem que não deviam ter feito aquilo.

Pessoas são orgulhosas.
E às vezes não se arrependem.
Ou se arrependem, mas não deixam que as outras pessoas saibam disso. Erram... esperam, trocam, machucam, falam, fingem, copiam, julgam, reclamam. E não se desculpam.

Pessoas... são pessoas.
Criaturas complexas que não sabem de onde vieram, nem para onde vão e que se questionam sobre isso desde que se conseguem se lembrar.

Erram, acertam. Esperam, relevam. Trocam, mantêm. Machucam, confortam. Falam, calam. Copiam, inventam. Julgam, se abstêm. Reclamam, compreendem.

Pessoas.
Eu, você. Que, um dia, aprendem.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pensamentos Repentinos (16) - Sobre a Realidade



Escrever é algo que me relaxa. É algo que me faz ter, de alguma forma estranha, misteriosa e – ainda assim – convidativa o controle de qualquer situação que meu cérebro possa querer inventar. É o meu modo de criar o mundo. O meu mundo, nos mínimos detalhes, com todas as leis, pessoas, lugares e mais cinco territórios a minha escolha que eu quiser.


Alguns dizem que é um modo de escapar da realidade.


Estão certos, é mesmo. Mas a realidade nada mais é do que aquilo em que as pessoas sem criatividade vivem. Aquele lugar em que você acorda, olha pela janela e é sempre tão igual. Aquele lugar de que a maioria das pessoas quer escapar desesperadamente, mas não tem coragem de admitir.


Aquele lugar de que um dia alguém se cansou e inventou os livros.
Aquele lugar de que outra pessoa queria sair e criou os filmes.
Aquele lugar em que mais alguém não viu a menor graça e fez o video-game.

Aquele lugar em que eu vivo, por falta de opção.


-
domingo, 1 de fevereiro de 2009

Na ponta do lápis (1) - Rob Pattinson e Taylor Lautner



Ultimamente eu ando meio sem escrever. Talvez seja um lapso momentâneo de criatividade, talvez eu esteja ocupada demais cumprindo a promessa de ler mais esse ano, ou talvez - de novo - o lápis tenha falado mais forte. Ou talvez seja uma mistura dos três.

Só em janeiro eu li Eragon, Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse, e estou lendo Eldest, que é a continuação de Eragon. Só que ler livros tem efeito colateral em mim. Eu fico viajando por muitos dias, sonhando com a história e tudo mais. Provavelmente á algum tipo de distúrbio no meu cérebro, algum defeito de fabricação. Mas tudo bem, nada com o qual eu não consiga conviver.

Bom, devido à exposição excessiva aos livros da Stephenie Meyer e ao distúrbio que eu já citei anteriormente, acabei me empolgando um pouquinho e parti pro lápis e papel. O tipo de coisa que eu normalmente faço quando me empolgo demais com alguma coisa.

Minha vida anda meio parada, então provavelmente quando as coisas voltarem ao normal eu consiga devanear de novo.

Só pra constar, eu estou perfeitamente bem.

Algumas considerações:

1. Os livros de Stephenie causam lavagem cerebral. E é sério.

2. Ler 400 páginas em um dia não faz bem a sua saúde mental. Principalmente se um vampiro perfeito fizer parte delas.

3. O Robert Pattinson é uma tentaiva de homicídio. Doloso.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Senta que lá vem história (1) - Crepúsculo

Sabe quando você pega um livro pra ler por insistência de alguém que diz que é legal, que você vai gostar da história e, meio sem querer, você acaba devorando o livro em menos tempo do que você leria um livro pra prova, por mais que sua vida acadêmica dependesse disso?

Foi exatamente isso que aconteceu quando li "Crepúsculo (Twilight)" depois que minha amiga me disse que a história era legal e que a personagem principal se parecia comigo. Aí eu fiquei curiosa e acabei com a história em dois dias e meio, parando pra não terminar rápido demais.

E era verdade. Pelo menos nesse primeiro livro, a Bella se parece muito comigo. Ela é atrapalhada, totalmente descoordenada, não sabe dançar, é um desastre em esportes, é meio lerda e fala frases que eu já disse ou me imaginaria dizendo sem nenhum problema. A única diferença é que ela tem um namorado que meio que dispensa comentários, mas isso a gente releva.

Mas o livro me chamou atenção por outro motivo também. As características que eu falei ali em cima também se encaixam em muitas outras pessoas e acho que essa foi a grande sacada: Bella é uma garota comum. Ela não tem superpoderes, nem cinto de utilidades e nem habilidades especiais. E apesar disso, Edward se apaixonou por ela. Ou melhor, pelo cheiro dela.

Não importava a sua aparência, mas sim o que ela tinha por dentro. Talvez essa seja a metáfora do livro e o motivo pelo qual tanta gente se identifica, tanta gente gosta: é o desejo que todo e cada um tem de ser aceito e amado do jeito que é, pelo que é e apesar do que é. Por mais cético ou frio que seja, todo mundo um dia já sonhou com isso, e ter esse pensamento tão bem traduzido em palavras no foco dos seus olhos, misturado com a fantasia, simplesmente encanta.

Fica aí a sugestão pra quem gosta de romance, vampiros, ou os dois. O tipo história que a gente sabe que é ficção, mas adoraria que acontecesse de verdade.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pensamentos Repentinos (15) - A Magia de um novo Ano



Uma das coisas que mais me fascina sobre o reveillon é a magia que se espalha sobre as pessoas nessa época. Os fogos, a champagne, as festas, as superstições. Seria apenas mais um dia comum, apenas mais uma noite, se não fosse o detalhe do fim de Dezembro e início de Janeiro de um outro ano. Parece que é só com essa passagem que conseguimos nos desligar das coisas ruins que aconteceram no ano anterior, que criamos esperanças e força pra seguir em frente, começando do zero em um novo ano que se inicia.

É a época que criamos expectativas, fazemos promessas, trilhamos projetos, desejamos. É o período em que podemos sentar, olhar pro horizonte e decidir aquilo que queremos para nós mesmos e para os outros dali pra frente. Na minha opinião é o período mais mágico do ano. Mais mágico até que o natal, pois é quando sonhar é praticamente uma obrigação de todo e cada ser humano, e não um defeito de quem vive com a cabeça nas nuvens no resto do ano.

Eu, como boa sonhadora, já tracei alguns planos pra 2009. Alguns deles só dependem de mim, outros nem tanto. Mas como não custa tentar, vou me empenhar para conseguir alcançar a maior parte deles, e conforme isso for acontecendo eu vou postando no blog.

Por fim, gostaria de dar boas vindas a 2009 e desejar que esse seja O ano da vida de cada um, porque só depende da gente pra que seja.

Como diria uma certa pessoa, 2009 vai ser XANTE.

Beijomeliga =**

Juliana
sábado, 27 de dezembro de 2008

Pensamentos Repentinos (14) - Retrospectiva 2008


É, eu sei que acabei de plagiar a Globo. Mas eu nem ligo. Pus-me a sentar no frente do computador aqui na casa da minha vó, em São Paulo – acho que sou a única pessoa que sai do interior e vai pra capital nas férias, mas isso é detalhe – e resolvi parar pra refletir sobre o que foi 2008.

Parando pra avaliar friamente, o ano em geral foi ruim. Sabe, foram muitas derrotas em uma guerra que eu sei que não acaba nunca. Ou melhor, acaba. E quando ela acaba é que a gente se dá conta de como nada é pra sempre, de como com um sopro nossa vida pode ser tirada. Assim, de repente, sem aviso prévio.

Perder o meu tio foi de longe a pior coisa que me aconteceu esse ano. Eu nunca tinha sentido nada remotamente parecido: De repente o chão some dos seus pés, um vazio surge no seu estômago, tudo à sua volta parece não fazer a menor diferença. O mundo desaba ao seu lado e sobre você.

Acho que só quem já passou por isso sabe como é.

E perto disso, todas as outras derrotas que aconteceram perdem todo o sentido. São coisas que se supera em dias, horas. Meu coração sofreu bastante, é verdade. Apanhou, foi pisado, machucado, rejeitado: não uma, mas três vezes. Mas de alguma forma – e eu sei que vai parecer clichê – ele ficou mais forte. Agüentou o baque firme, de pé. E por algum motivo me fez perceber que a vida foi feita pra gente ser feliz, que é uma questão de escolha.

E realmente tiveram muitos momentos felizes. Conheci dois grandes amigos, Raabe e Danilo (ou Habib e Fenômeno, em unicampês), com os quais dei muita risada, matei muita aula, e chorei bastante também. Eles me ajudaram muito, deram força, me ensinaram que a gente não deve desistir e que nada é assim tão fim do mundo quanto parece.

Entrei pro time de basquete e descobri que não sou tão ruim assim quanto achei que fosse. Mudei de casa em Campinas, com um quarto só meu e pessoas que não ignoram a minha existência.

Descobri o mundo da comédia e do improviso com eles: o CQC é lei na minha televisão e o Improvável no meu computador. Descobri – e eu não podia esquecer - o Marco Luque e por mais que pareça platonismo, ver o sorriso dele na TV ou no computador, rir das coisas que ele faz e fala me faz levantar a cabeça e sorrir. E talvez, na retinha final do ano, foi o sorriso que me fez ver o quanto nós é que acordamos de manhã e decidimos ser feliz. Que é uma escolha nossa e ninguém pode mudar isso se realmente decidirmos que sim. Que a arte de improvisar cada movimento, cada fala, sem planejar tudo meticulosamente é que faz as coisas terem graça, que difere uma vida de uma existência.

Quanto a 2009? Decidi que vou fazer dele um dos melhores anos da minha vida. Como? Improvisando, sempre.

Que todo mundo possa fazer de 2009 um show do Improvável: Deixe que escolham um lugar, bole a situação, troque as falas se precisar, transforme as cenas, questione sempre que puder, diga coisas sem sentido de vez em quando, e sorria. Sorria e se divirta a cada segundo. Porque nunca se sabe quando o mestre de cerimônias vai apertar a campainha e fechar as cortinas, restando a você apenas os aplausos.

Beijomeliga

Juliana
sábado, 13 de dezembro de 2008

Pensamentos Repentinos (13) - Sobre esperas


Dizem que a paciência é uma virtude. Eu digo que é uma prova de resistência. Esperar sempre é algo irreversivelmente chato, que faz com que aquilo que se espera inexplicavelmente demore mais para chegar do que se você simplesmente não o estivesse esperando. Pode ser o destino de uma viagem, um amigo que você não vê há tempos, seu aniversário, o dia que você esperava para conhecer alguém. Sempre vai parecer que o relógio não anda, por mais que você olhe para os ponteiros a cada segundo na tentaiva inútil e quase inconsciente de tentar fazê-los correr mais rápido. Os dias não passam, uma semana parece uma eternidade.

E é pior ainda quando você espera por alguma coisa e, aos 45 do segundo tempo, ela precisa ser adiada por motivos de força maior. Parece que toda a excitação que te consumia há segundos atrás desaparece, drenada de seus poros num piscar de olhos. Mas tudo bem, o que são três meses para quem já esperou quase dois?

Acho que só temos noção do quanto queremos alguma coisa quando a possibilidade concreta de consegui-la escapa por entre nossos dedos, como se repentinamente estivéssemos tentando aprisionar algo gasoso nas mãos.

E quando ela escapa, paramos para pensar em como vai ser esse longo - ou não - tempo de espera. Quantas coisas podem acontecer em um dia, uma semana, um mês. Quanto de um sentimento é capaz de desaparecer por esperar demais? Quanto um sentimento é capaz de crescer inchado pela esperança de finalmente conseguir aquilo que se quer? Acho que a resposta depende de cada um. Depende do quanto se alimenta um sentimento, de quanto se deixa de lado.

Eu? Forço-me a acreditar que a espera faz mais doce o sabor da conquista.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Pensamentos Repentinos (12) - O que faz você feliz?

Ontem eu me perguntei isso, à 1:42 da manhã, quando de repente a plaquinha do MSN popou (acabei de inventar essa palavra) no canto inferior direito do meu monitor com os dizeres “You received a new e-mail message from Rafinha Bastos”. Bom, não foi exatamente isso que eu pensei, uma vez que todos meus movimentos foram momentaneamente extirpados do meu corpo, como se eu não tivesse controle nenhum sobre mim mesma. Mas depois do choque foi a primeira coisa que veio à minha cabeça.

É incrível como coisas simples deixam a gente pisando em nuvens por um bom tempo.


E então, o que faz você feliz?

Andar na praia, correr sem destino, tirar férias...?
Jogar pingue-pongue, dormir à tarde, expor suas idéias...?
Um abraço apertado, um beijinho do nariz?
E então, o que faz você feliz?


Andar descalço, brincar com o cachorro, assaltar a cozinha...?
Ver os amigos, assistir um filme ou receber e-mail do Rafinha..?
Tirar foto, ganhar o presente que você sempre quis?
Será que é isso que te faz feliz?

Passar no vestibular, ouvir música, jogar bola no asfalto...?
Ter um namorado, ver o pôr-do-Sol, ou ter um CR alto...?
Receber elogio, escapar por um triz...
Então é isso que é ser feliz?


Desenhar no papel, fazer uma festa, descobrir um truque...?
Andar de mãos dadas, pintar um quadro, ou conhecer o Marco Luque...?
Beber água da fonte, tomar banho num chafariz...
Talvez seja isso que te deixe feliz?


Ver um sorriso, ficar na chuva, achar um brinquedo antigo...?
Comer melancia, pular corda, ou rever um amigo?
Dançar no quarto, rabiscar com giz...
E então, o que é que faz você feliz?


Bom, agora eu vou sair pra dar uma volta. É sempre bom manter o nível de serotonina.

Beijomeliga ;*

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pensamentos Repentinos (11) - Saudades



Agora pouco falei com uma amiga de muito tempo no msn. Ela contou que quando tava arrumando o quarto encontrou várias coisas que nós tínhamos feito na sexta, sétima série. Aí me bateu a saudade.

Sei lá, acho que foi uma das melhores épocas da minha vida e naquele tempo eu nem me dava conta disso. A gente podia brincar a vontade sem ser chamdo de criança, podia conversar com os meninos sem que eles te considerassem um menino também ou achassem que você estava a fim deles. Não estudava quase nada e sempre ia bem nas provas. Ria de tudo. Fazia clubinhos, senhas secretas, códigos pra escrever bilhetinho no meio da aula e as outras pessoas não entenderem o que tava escrito. Inventava codinomes pra todo mundo, tinha tempo pra ler livros do Pedro Bandeira.
Ia na casa uma da outra pra jogar video-game, mesmo que a intenção inicial fosse fazer trabalho. Não precisava se procupar com nada.

Acho que no fim das contas, a gente só se dá conta de como uma coisa é boa quando ela se vai. Quando o tempo passa, quando alguém vai embora.

E não devia ser assim. A gente devia aproveitar e perceber que o agora é o melhor momento das nossas vidas, sabe. E que é claro que vão acontecer coisas chatas, porque coisas chatas simplesmente acontecem com todo mundo a qualquer hora, em qualquer lugar, eieííííí í-í-í-ei eieieieiei.

Como diria um certo crespo, "o importante é ser feliz". Então bora correr pro abraço.

É, eu sei, foi aleaório. Acho que foi mais uma reflexão interna mesmo. Devaneios de uma mente que se empolga com quase tudo e nunca pára. Nem na hora de dormir, pra minha felicidade.



Mandamentos Extras (4)

Apêndice 2 do 11º: Não tentarás MESMO entender as pessoas. Principalmente quando elas estiverem - mesmo que ligeiramente - alcoolizadas.
terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pensamentos Repentinos (10) - Custe o que custar


Nesse momento eu deveria estar em casa, reclusa em meus aposentos, com a cara enfiada nos xerox do caderno de genética das pessoas da minha sala e torcendo para que algum milagre acontecesse e eu, de alguma forma, absorvesse a matéria.

Deveria.

Mas aí eu me empolguei momentaneamente com uma conversa que estava tendo com a minha amiga e vim parar na frente de um computador. Então ela resolveu me mostrar o blog dos meninos do CQC. Pra quê. Deu vontade de escrever.

Sei lá, eu assisto o programa religiosamente toda segunda e, de verdade, eu me impressiono com a capacidade de raciocínio deles. Os caras são bons. Outro dia eu tava pensando em como seria entrevistar alguém e pensar em tudo aquilo que eles falam, todas as tiradas, todas as indiretas. E ainda fazer isso ficar engraçado, mas sem perder o tom de crítica quando precisa. Genial. E se você duvida, tente fazer isso em casa com tesoura sem ponta e a supervisão de um adulto.

Depois disso, comecei a ler o blog das criaturas que me mantém acordada na frente da TV até a meia noite na segunda-feira. Um comentário: Uou. Vê-los nas entrevistas é uma coisa, ler o que eles escrevem é outra. E se eles já são bons no CQC, escrevendo é pra deixar de boca aberta.

Devo lembrar aqui que o Luque não é muito de escrever, por isso o blog dele é bem sucinto. Sem embromation, vai direto ao ponto. Só que aí entra a capacidade brilhante dele de criar um monte de personagens cômicos e críticos, cada um de um jeito diferente, com sotaques diferentes e histórias próprias. Assistindo você quase acredita que são de verdade. Eu já tentei brincar de fazer personagens e não deu certo. É uma arte muito mais complexa do que parece, acredite. Por isso o que ele não escreve, ele mostra no palco.

Vendo o programa e lendo o que eles escrevem (ou encenam) eu paro pra pensar em como tem pessoas que são, digamos, pluripotentes. Elas fazem muitas coisas e são boas nisso. E fazem nós, meros mortais sem super poderes, ficarmos de boca aberta. E sabe o que é o mais legal disso? A gente gosta (vide “De sangue”).

Pronto, parei de puxar o saco.

Antes de terminar, só alguns comentários sobre as pessoas aqui citadas:

Marcelo Tas, o cara que nos acompanha desde os tempos de Rá-Tim-Bum.

Rafinha Bastos, o homem grande do CQC. Faz stand-up muito bem. Racho assistindo. Duvida? Youtube nele. Aliás, ele tá em Jundiaí hoje e onde eu estou? Em Campinas me preparando pro nabo mor do semestre amanhã. Tudo bem, passa.

Oscar Filho, o pequeno pônei que eu só reparei recentemente que parece com meu ex-namorado. O que isso tem a ver? Nada, desculpa. Ele também faz stand-up, é muito bom. Aprovado pelo Youtube. Não recomendados para menores de 3 anos por conter peças pequenas que podem ser engolidas. (tá, acabou a piadinha sem graça).

Rafael Cortez, o ser xavequeiro da voz sexy e carinha de bebê. Esse não faz stand-up, mas escreve muito bem. Dá vontade de levar pra casa.

Felipe Andreoli, o cara que não é o guitarrista do Angra. O crespo caçula do CQC, aquele que vai pra terras longínquas, ex- pé frio da seleção brasileira. O menino tem um blog e sete segundos depois dele mandar um post, já existem 138796 comentários (número não verídico, só pra constar). Uma gracinha, uma coisa. Vontade de levar pra casa, pra praia, pra piscina, ou pro local de sua preferência.

Danilo Gentili, o capeta em forma de guri. Nas entrevistas ele parece meio lento, fala de vagarinho, mas dá pra ver o cérebro dele fritando. Sei lá, se pá, ele pensa mais rápido do que consegue falar. Ou é tipo mesmo. Não importa. De qualquer forma, eu entendo ele. Além de entrevistar pessoas no CQC ele escreve MUITO (ressaltando o MUITO) e desenha que pelamordedeus. Pra quem assiste o programa é praticamente uma obrigação ler o blog do criatura. Virei fã, de verdade.

Marco Luque, o cachorro crespo de voz grossa que caiu do caminhão de mudança, a malícia em forma de inocência. O mais fofo de todos. No CQC ele é o mais perdido, mas por trás da carinha inocente e da lerdeza aparente, o cara é o cara. Digite “Marco Luque Terça Insana” no deus YouTube e você vai entender o que eu quero dizer. Atualmente ele á o papel de parede do meu computador e do meu celular. E se pessoa contasse como sonho de consumo... pronto, parei.


É isso aí, people.

Desculpa pelos comentários femininos para os meninos que lêem o blog, (meninos = Leandro e Fenômeno), mas foi inevitável.

Beijomeliga =***

ps: Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás. Segunda Insana. Breve no blog mais próximo de você nesse momento.

Já que eu fiz propaganda, os blogs dos meninos:

Enjoy it.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mandamentos Extras (3)

Apêndice do 11º:
Não tentarás MESMO entender as pessoas.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pensamentos Repentinos (9) - De sangue


Outro dia lá estava eu no meu treino de basquete, feliz, alegre e saltitante quando o treinador passou a bola delicadamente para mim e, com algum movimento que eu juro que não sei como fiz, eu me auto-cortei. Com a própria unha. E foi um senhor corte. Praticamente tirei um bife do meu dedo. Mas chega de detalhes.

A questão é que ele começou a sangrar. Até aí tudo bem, eu abstraí o fato e continuei jogando. Então de noite eu fiz o caminho que eu sempre (há umas 2 semanas) faço pra ir pra casa, fui conversando com uma amiga no referido caminho sobre os dois meninos crespos do CQC e rimos um monte. Deixei ela no ponto de ônibus também como eu sempre faço (dessa vez o sempre quer dizer um tempo consideravelmente maior) e retomei meu caminho, mas dessa vez sozinha. Foi no meio do caminho que o corte do meu dedo começou a doer. Aí eu olhei pra ele, ainda tava sangrando. Vermelho-vivo.

Então de repente eu comecei a pensar no fato de que, no fim das contas, todo mundo é igual. Se eu me machuco, eu sangro. Se eu furar por exemplo... sei lá, qualquer pessoa muito foda, por mais fodástica que ela seja, ela vai sangrar, que nem eu. Ela também não enxerga direito no escuro, também sente fome. Também sorri, também chora.

Por um momento aquilo me reconfortou. Eu não era assim tão diferente dos outros, afinal. Mas de repente o reconforto se transformou em dúvida, em questionamento. Se todo mundo é igual, por que tem tanta discriminação, preconceito, exclusão do coleguinha só porque ele é meio tímido, esquisitão, ou sei lá o quê?

Daí eu também comecei a pensar em o que torna uma pessoa melhor ou pior que outra se elas são feitas basicamente das mesmas coisas. Deixando de lado as questões genéticas do assunto, são as próprias pessoas que fazem umas as outras melhor ou pior, julgando aquilo que elas acham que é certo ou errado, bom ou ruim. Um dia alguém que sabia brincar com uma bola inventou o futebol simplesmente porque ele era bom chutando ela entre dois pauzinhos. Aí as pessoas acharam isso fantástico e resolveram brincar também. As pessoas sem coordenação motora acharam que saber jogar aquele negócio estranho era uma coisa boa e resolveram que aqueles que conseguiam chutar a bola entre dois pauzinhos de uma maneira satisfatória eram especiais. Um dia alguém viu que não conseguia chutar a bola entre dois pauzinhos, mas era realmente bom em arremessá-la com as mãos. Aí ela inventou o handebol e se tornou especial. E deve ter sido assim com tudo, simplesmente porque deve ser da natureza humana querer ser especial e querer achar que outras pessoas são especiais só porque elas sabem fazer alguma coisa melhor (ou às vezes muito melhor) que as outras.

É, eu sei, viajei na batatinha. Mas eu nem ligo, sempre faço isso. E eu nem sei qual é a moral da história. Talvez: Se você quer ser especial invente alguma coisa em que você seja realmente bom ou se mate tentando ser bom em alguma coisa que já inventaram por você.

Ou: As pessoas deveriam se machucar mais freqüentemente pra perceber que por trás de uma habilidade ou outra (ou falta dela), de um rostinho bonito (ou falta dele), ou qualquer outra coisa do tipo, todos nós somos essencialmente iguais. Todos nós sangramos.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cola do Coleguinha (1) - Quando vai ser a próxima corrida?


Dedico esse texto ao meu primo Leandro.
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Lourenço Diaféria

Você venceu!
Você chegou onde queria.
Se lembra quando lhe disseram que a parada iria ser dura?
Muitos nem tentaram.
Muitos desistiram.
Muitos desanimaram.
Muitos falaram que não valia a pena.
Mas você chegou onde queria.
Foi difícil, a pista estava escorregadia.
Quantas pedras no meio do caminho.
Não eram todos que aplaudiam.
Alguns o olhavam com olhar de descrença, diziam: - Coitado, é um sonhador.
Bolhas nos pés, tênis apertado, o suor escorrendo pelo rosto, a ladeira íngreme, e o dramático instante da dúvida: paro ou continuo?
Uma decisão apenas sua.

Alguns estavam caídos de cansaço e tédio.
Havia ainda um longo caminho pela frente,e havia mais curvas do que retas.
Alguém o animou - Força, cara.
Alguém o provocou - E agora, cara?
Alguém tripudiou - Larga disso, cara.

Lembra?, você teve uma baita vontade de ir embora, de pegar suas coisas e dizer - Tchau mesmo, quero que tudo se lixe, pra mim chega, já dei minha cota, não tem mais jeito - e virar as costas à luta, à incompreensão, ao sacrifício.
Você teve vontade de ir para uma ilha deserta onde vertessem leite e mel.

Você olhou em frente. O horizonte era uma sombra parda.
Mas mesmo nessa hora tensa, pelo sim pelo não, você não parou de correr.
Talvez tenha diminuído o tamanho do passo, porque ninguém é de pedra e o coração da gente não pode ser medido com trena e compasso.
Mas você não parou porque sabia que no meio da multidão havia um recado mudo aguardando a sua decisão.
De sua decisão dependia a esperança de gente que você nem conhecia.
Então você tomou um fôlego, abriu o peito, e com os pés no chão e os olhos lá na frente, mandou ver.
Não importava tanto a colocação.
Você lutava para construir a sua parte no edifício do destino.

E foi seguindo.
Sem perceber, arrastou com seu exemplo muitos que pensavam em ficar no meio do caminho.
E você venceu.
Você chegou onde queria.

Ou você não venceu.
Você não chegou onde queria.
As coisas não deram certo, você tropeçou, havia um buraco, e outro buraco, e mais um buraco no chão feito de armadilha.
Você caiu, rolou, ah, houve gente que riu!
Alguém vaiou.
Você não venceu.
Você não chegou onde queria.
Esfolou a pele, abriu ferida, em vez de estrelas o cobriu um manto cravejado de ridículo.
O suor de seu rosto foi em vão.
Em vão seus músculos latejaram.
Tudo em vão.
Apanhe seu embornal de mágoa, fique de mal com o mundo, abandone a pista.
Você teve a tentação.

Mas na multidão alguém esperava seu gesto de conquista.
Vamos, rapaz, esfregue a perna. Levante os ombros.
Não deixe que se apague o brilho dos seus olhos.
Escute o bater abafado do coração que insiste.
Você está vivo, e não está vivo à toa.

Você se levantou, se lembra?, e a vaia lhe soou como sinfonia.
Recomeçou a corrida e quando, por fim, você chegou - não em primeiro, como sonhava - mas chegou, o suor de seu rosto parecia purpurina.
Todos pensavam que você estivesse satisfeito por haver chegado.
Então você recolheu os retalhos de suas forças e perguntou:
- Quando é que vamos disputar a próxima corrida?
E foi neste momento que você venceu e chegou onde queria.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Pensamentos Repentinos (8) - A Arte de Sorrir


Sabe, às vezes eu acho que eu tenho todos os motivos do mundo pra sair chutando tudo, enfiar a cabeça num saco de papel e chorar desesperadamente. Eu sempre reclamo que nada dá certo, que ninguém gosta de mim, que eu sou incompetente, inútil e bla bla blá. Pra falar a verdade, nos últimos dias eu andei pensando bastante nisso e cheguei à conclusão de que (tá, admito) eu faço tempestade em copo d'água.

Sim, às vezes as coisas realmente são ruins, mas graças a algum mecanismo que eu não sei qual é, meu cerebro me faz o favor de apagar as lembranças dessas coisas e tudo que sobra são flashes. Flashes que eu nem lembro direito. Flashes que parecem sonho. E quer saber? Melhor assim. Uma coisa a menos pra eu me preocupar.

Daí eu achei que seria melhor eu parar com isso, desencanar das coisas e curtir mais a viagem. Quer dizer, ao invés de ficar reclamando, chorando ou perdendo meu tempo pensando demais em coisas que não merecem que eu o perca, eu vou relaxar.

Porque olha só, eu estudo na melhor universidade do país, amo o curso que eu faço, tenho alguns poucos amigos que eu não troco por absolutamente nada, tenho a família mais sem-noção do universo, dois braços, duas pernas, nariz, boca, olhos, ouvidos, todos os órgãos internos no lugar e até onde eu sei, eles funcionam razoavelmente bem. Reclamar pra quê, não é verdade?

Sei lá, acho que de repente eu percebi que tudo fica mais leve e mais fácil quando a gente pinta um sorriso no rosto. Quando a gente decide que vai ser feliz independentemente de qualquer coisa. Quando a gente pára de planejar tudo e entende que a vida é arte de improvisar, sem decorar falas ou roteiros e que temos que nos divertir com isso, porque, afinal de contas, ela é uma só, né. E lógico, nem sempre tudo dá certo, mas ao contrário do que algumas pessoas dizem, dá sim pra tirar alguma coisa positiva disso tudo, é só pensar direitinho.

E claro, sempre manter o sorriso no rosto.

É isso aí...
Beijomeliga ;*
sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mandamentos Extras (2)

12º: Não se apaixonarás.
terça-feira, 14 de outubro de 2008

Poesia (5) - O pássaro, o céu e a abelha



Era uma vez um céu
que se abriu assim, lentamente
e fez de mim um somente,
com as palavras que pinto o papel.

Uma vontade de voar e alcançá-lo
criar asas e virar passarinho,
mas quando tento alçar vôo do ninho
olho pro alto, dá medo, eu calo.

Enquanto olhava apenas o ar
surgiram da árvore insetos;
e da colméia com destino certo
foram na direção do meu olhar.

Apenas olhei com tristeza
a abelha que antes fazia mel
agora conquistando meu céu
sem cerimônia ou beleza.

Decidi que o céu não era pra mim
Tinha nascido para não alçar vôo
Percebendo que do resto eu destôo
e achei melhor deixar tudo assim.

Agora estou parada esperando,
Na dúvida se tento outra vez
Se vôo e arrisco um talvez
ou continuo pro azul só olhando.
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Sim, poema tosco e com piadas internas, mas foi saindo e eu decidi postar =P
sábado, 11 de outubro de 2008

Mandamentos Extras (1)

11º: Não tentarás entender as pessoas.