A Narradora
- Juliana
- Estudante de Biologia, escritora e desenhista meia-boca nas horas vagas. Odeio cebola, acordar cedo e ficar muito tempo sem ter o que fazer. Na maioria das vezes sou quieta demais e prefiro continuar desse jeito. E sim, meu cérebro às vezes tem lag, problemas com interpretações múltiplas, vontade própria e está atualmente seriamente comprometido por um certo homem de covinhas.
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Hey, you.
Pensamentos Repentinos (17) - Sobre Pessoas
Pensamentos Repentinos (16) - Sobre a Realidade
-
Na ponta do lápis (1) - Rob Pattinson e Taylor Lautner

Ultimamente eu ando meio sem escrever. Talvez seja um lapso momentâneo de criatividade, talvez eu esteja ocupada demais cumprindo a promessa de ler mais esse ano, ou talvez - de novo - o lápis tenha falado mais forte. Ou talvez seja uma mistura dos três.
Só em janeiro eu li Eragon, Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse, e estou lendo Eldest, que é a continuação de Eragon. Só que ler livros tem efeito colateral em mim. Eu fico viajando por muitos dias, sonhando com a história e tudo mais. Provavelmente á algum tipo de distúrbio no meu cérebro, algum defeito de fabricação. Mas tudo bem, nada com o qual eu não consiga conviver.
Bom, devido à exposição excessiva aos livros da Stephenie Meyer e ao distúrbio que eu já citei anteriormente, acabei me empolgando um pouquinho e parti pro lápis e papel. O tipo de coisa que eu normalmente faço quando me empolgo demais com alguma coisa.
Minha vida anda meio parada, então provavelmente quando as coisas voltarem ao normal eu consiga devanear de novo.
Só pra constar, eu estou perfeitamente bem.
Algumas considerações:
1. Os livros de Stephenie causam lavagem cerebral. E é sério.
2. Ler 400 páginas em um dia não faz bem a sua saúde mental. Principalmente se um vampiro perfeito fizer parte delas.
3. O Robert Pattinson é uma tentaiva de homicídio. Doloso.
Link para os desenhos: http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=18367443193525880945&aid=1202057821
Senta que lá vem história (1) - Crepúsculo
Sabe quando você pega um livro pra ler por insistência de alguém que diz que é legal, que você vai gostar da história e, meio sem querer, você acaba devorando o livro em menos tempo do que você leria um livro pra prova, por mais que sua vida acadêmica dependesse disso?Foi exatamente isso que aconteceu quando li "Crepúsculo (Twilight)" depois que minha amiga me disse que a história era legal e que a personagem principal se parecia comigo. Aí eu fiquei curiosa e acabei com a história em dois dias e meio, parando pra não terminar rápido demais.
Pensamentos Repentinos (15) - A Magia de um novo Ano

Uma das coisas que mais me fascina sobre o reveillon é a magia que se espalha sobre as pessoas nessa época. Os fogos, a champagne, as festas, as superstições. Seria apenas mais um dia comum, apenas mais uma noite, se não fosse o detalhe do fim de Dezembro e início de Janeiro de um outro ano. Parece que é só com essa passagem que conseguimos nos desligar das coisas ruins que aconteceram no ano anterior, que criamos esperanças e força pra seguir em frente, começando do zero em um novo ano que se inicia.
É a época que criamos expectativas, fazemos promessas, trilhamos projetos, desejamos. É o período em que podemos sentar, olhar pro horizonte e decidir aquilo que queremos para nós mesmos e para os outros dali pra frente. Na minha opinião é o período mais mágico do ano. Mais mágico até que o natal, pois é quando sonhar é praticamente uma obrigação de todo e cada ser humano, e não um defeito de quem vive com a cabeça nas nuvens no resto do ano.
Eu, como boa sonhadora, já tracei alguns planos pra 2009. Alguns deles só dependem de mim, outros nem tanto. Mas como não custa tentar, vou me empenhar para conseguir alcançar a maior parte deles, e conforme isso for acontecendo eu vou postando no blog.
Por fim, gostaria de dar boas vindas a 2009 e desejar que esse seja O ano da vida de cada um, porque só depende da gente pra que seja.
Como diria uma certa pessoa, 2009 vai ser XANTE.
Beijomeliga =**
Juliana
Pensamentos Repentinos (14) - Retrospectiva 2008

Parando pra avaliar friamente, o ano em geral foi ruim. Sabe, foram muitas derrotas em uma guerra que eu sei que não acaba nunca. Ou melhor, acaba. E quando ela acaba é que a gente se dá conta de como nada é pra sempre, de como com um sopro nossa vida pode ser tirada. Assim, de repente, sem aviso prévio.
Perder o meu tio foi de longe a pior coisa que me aconteceu esse ano. Eu nunca tinha sentido nada remotamente parecido: De repente o chão some dos seus pés, um vazio surge no seu estômago, tudo à sua volta parece não fazer a menor diferença. O mundo desaba ao seu lado e sobre você.
Acho que só quem já passou por isso sabe como é.
E perto disso, todas as outras derrotas que aconteceram perdem todo o sentido. São coisas que se supera em dias, horas. Meu coração sofreu bastante, é verdade. Apanhou, foi pisado, machucado, rejeitado: não uma, mas três vezes. Mas de alguma forma – e eu sei que vai parecer clichê – ele ficou mais forte. Agüentou o baque firme, de pé. E por algum motivo me fez perceber que a vida foi feita pra gente ser feliz, que é uma questão de escolha.
E realmente tiveram muitos momentos felizes. Conheci dois grandes amigos, Raabe e Danilo (ou Habib e Fenômeno, em unicampês), com os quais dei muita risada, matei muita aula, e chorei bastante também. Eles me ajudaram muito, deram força, me ensinaram que a gente não deve desistir e que nada é assim tão fim do mundo quanto parece.
Entrei pro time de basquete e descobri que não sou tão ruim assim quanto achei que fosse. Mudei de casa em Campinas, com um quarto só meu e pessoas que não ignoram a minha existência.
Descobri o mundo da comédia e do improviso com eles: o CQC é lei na minha televisão e o Improvável no meu computador. Descobri – e eu não podia esquecer - o Marco Luque e por mais que pareça platonismo, ver o sorriso dele na TV ou no computador, rir das coisas que ele faz e fala me faz levantar a cabeça e sorrir. E talvez, na retinha final do ano, foi o sorriso que me fez ver o quanto nós é que acordamos de manhã e decidimos ser feliz. Que é uma escolha nossa e ninguém pode mudar isso se realmente decidirmos que sim. Que a arte de improvisar cada movimento, cada fala, sem planejar tudo meticulosamente é que faz as coisas terem graça, que difere uma vida de uma existência.
Quanto a 2009? Decidi que vou fazer dele um dos melhores anos da minha vida. Como? Improvisando, sempre.
Que todo mundo possa fazer de 2009 um show do Improvável: Deixe que escolham um lugar, bole a situação, troque as falas se precisar, transforme as cenas, questione sempre que puder, diga coisas sem sentido de vez em quando, e sorria. Sorria e se divirta a cada segundo. Porque nunca se sabe quando o mestre de cerimônias vai apertar a campainha e fechar as cortinas, restando a você apenas os aplausos.
Beijomeliga
Juliana
Pensamentos Repentinos (13) - Sobre esperas

E é pior ainda quando você espera por alguma coisa e, aos 45 do segundo tempo, ela precisa ser adiada por motivos de força maior. Parece que toda a excitação que te consumia há segundos atrás desaparece, drenada de seus poros num piscar de olhos. Mas tudo bem, o que são três meses para quem já esperou quase dois?
Acho que só temos noção do quanto queremos alguma coisa quando a possibilidade concreta de consegui-la escapa por entre nossos dedos, como se repentinamente estivéssemos tentando aprisionar algo gasoso nas mãos.
E quando ela escapa, paramos para pensar em como vai ser esse longo - ou não - tempo de espera. Quantas coisas podem acontecer em um dia, uma semana, um mês. Quanto de um sentimento é capaz de desaparecer por esperar demais? Quanto um sentimento é capaz de crescer inchado pela esperança de finalmente conseguir aquilo que se quer? Acho que a resposta depende de cada um. Depende do quanto se alimenta um sentimento, de quanto se deixa de lado.
Eu? Forço-me a acreditar que a espera faz mais doce o sabor da conquista.
Pensamentos Repentinos (12) - O que faz você feliz?
É incrível como coisas simples deixam a gente pisando em nuvens por um bom tempo.
E então, o que faz você feliz?
Andar na praia, correr sem destino, tirar férias...?
Jogar pingue-pongue, dormir à tarde, expor suas idéias...?
Um abraço apertado, um beijinho do nariz?
E então, o que faz você feliz?
Andar descalço, brincar com o cachorro, assaltar a cozinha...?
Ver os amigos, assistir um filme ou receber e-mail do Rafinha..?
Tirar foto, ganhar o presente que você sempre quis?
Será que é isso que te faz feliz?
Passar no vestibular, ouvir música, jogar bola no asfalto...?
Ter um namorado, ver o pôr-do-Sol, ou ter um CR alto...?
Receber elogio, escapar por um triz...
Então é isso que é ser feliz?
Desenhar no papel, fazer uma festa, descobrir um truque...?
Andar de mãos dadas, pintar um quadro, ou conhecer o Marco Luque...?
Beber água da fonte, tomar banho num chafariz...
Talvez seja isso que te deixe feliz?
Ver um sorriso, ficar na chuva, achar um brinquedo antigo...?
Comer melancia, pular corda, ou rever um amigo?
Dançar no quarto, rabiscar com giz...
E então, o que é que faz você feliz?
Bom, agora eu vou sair pra dar uma volta. É sempre bom manter o nível de serotonina.
Beijomeliga ;*
Pensamentos Repentinos (11) - Saudades

Agora pouco falei com uma amiga de muito tempo no msn. Ela contou que quando tava arrumando o quarto encontrou várias coisas que nós tínhamos feito na sexta, sétima série. Aí me bateu a saudade.
Sei lá, acho que foi uma das melhores épocas da minha vida e naquele tempo eu nem me dava conta disso. A gente podia brincar a vontade sem ser chamdo de criança, podia conversar com os meninos sem que eles te considerassem um menino também ou achassem que você estava a fim deles. Não estudava quase nada e sempre ia bem nas provas. Ria de tudo. Fazia clubinhos, senhas secretas, códigos pra escrever bilhetinho no meio da aula e as outras pessoas não entenderem o que tava escrito. Inventava codinomes pra todo mundo, tinha tempo pra ler livros do Pedro Bandeira.
Ia na casa uma da outra pra jogar video-game, mesmo que a intenção inicial fosse fazer trabalho. Não precisava se procupar com nada.
Acho que no fim das contas, a gente só se dá conta de como uma coisa é boa quando ela se vai. Quando o tempo passa, quando alguém vai embora.
E não devia ser assim. A gente devia aproveitar e perceber que o agora é o melhor momento das nossas vidas, sabe. E que é claro que vão acontecer coisas chatas, porque coisas chatas simplesmente acontecem com todo mundo a qualquer hora, em qualquer lugar, eieííííí í-í-í-ei eieieieiei.
Como diria um certo crespo, "o importante é ser feliz". Então bora correr pro abraço.
É, eu sei, foi aleaório. Acho que foi mais uma reflexão interna mesmo. Devaneios de uma mente que se empolga com quase tudo e nunca pára. Nem na hora de dormir, pra minha felicidade.
Mandamentos Extras (4)
Pensamentos Repentinos (10) - Custe o que custar

Deveria.
Mas aí eu me empolguei momentaneamente com uma conversa que estava tendo com a minha amiga e vim parar na frente de um computador. Então ela resolveu me mostrar o blog dos meninos do CQC. Pra quê. Deu vontade de escrever.
Sei lá, eu assisto o programa religiosamente toda segunda e, de verdade, eu me impressiono com a capacidade de raciocínio deles. Os caras são bons. Outro dia eu tava pensando em como seria entrevistar alguém e pensar em tudo aquilo que eles falam, todas as tiradas, todas as indiretas. E ainda fazer isso ficar engraçado, mas sem perder o tom de crítica quando precisa. Genial. E se você duvida, tente fazer isso em casa com tesoura sem ponta e a supervisão de um adulto.
Depois disso, comecei a ler o blog das criaturas que me mantém acordada na frente da TV até a meia noite na segunda-feira. Um comentário: Uou. Vê-los nas entrevistas é uma coisa, ler o que eles escrevem é outra. E se eles já são bons no CQC, escrevendo é pra deixar de boca aberta.
Devo lembrar aqui que o Luque não é muito de escrever, por isso o blog dele é bem sucinto. Sem embromation, vai direto ao ponto. Só que aí entra a capacidade brilhante dele de criar um monte de personagens cômicos e críticos, cada um de um jeito diferente, com sotaques diferentes e histórias próprias. Assistindo você quase acredita que são de verdade. Eu já tentei brincar de fazer personagens e não deu certo. É uma arte muito mais complexa do que parece, acredite. Por isso o que ele não escreve, ele mostra no palco.
Vendo o programa e lendo o que eles escrevem (ou encenam) eu paro pra pensar em como tem pessoas que são, digamos, pluripotentes. Elas fazem muitas coisas e são boas nisso. E fazem nós, meros mortais sem super poderes, ficarmos de boca aberta. E sabe o que é o mais legal disso? A gente gosta (vide “De sangue”).
Pronto, parei de puxar o saco.
Antes de terminar, só alguns comentários sobre as pessoas aqui citadas:
Marcelo Tas, o cara que nos acompanha desde os tempos de Rá-Tim-Bum.
Rafinha Bastos, o homem grande do CQC. Faz stand-up muito bem. Racho assistindo. Duvida? Youtube nele. Aliás, ele tá em Jundiaí hoje e onde eu estou? Em Campinas me preparando pro nabo mor do semestre amanhã. Tudo bem, passa.
Oscar Filho, o pequeno pônei que eu só reparei recentemente que parece com meu ex-namorado. O que isso tem a ver? Nada, desculpa. Ele também faz stand-up, é muito bom. Aprovado pelo Youtube. Não recomendados para menores de 3 anos por conter peças pequenas que podem ser engolidas. (tá, acabou a piadinha sem graça).
Rafael Cortez, o ser xavequeiro da voz sexy e carinha de bebê. Esse não faz stand-up, mas escreve muito bem. Dá vontade de levar pra casa.
Felipe Andreoli, o cara que não é o guitarrista do Angra. O crespo caçula do CQC, aquele que vai pra terras longínquas, ex- pé frio da seleção brasileira. O menino tem um blog e sete segundos depois dele mandar um post, já existem 138796 comentários (número não verídico, só pra constar). Uma gracinha, uma coisa. Vontade de levar pra casa, pra praia, pra piscina, ou pro local de sua preferência.
Danilo Gentili, o capeta em forma de guri. Nas entrevistas ele parece meio lento, fala de vagarinho, mas dá pra ver o cérebro dele fritando. Sei lá, se pá, ele pensa mais rápido do que consegue falar. Ou é tipo mesmo. Não importa. De qualquer forma, eu entendo ele. Além de entrevistar pessoas no CQC ele escreve MUITO (ressaltando o MUITO) e desenha que pelamordedeus. Pra quem assiste o programa é praticamente uma obrigação ler o blog do criatura. Virei fã, de verdade.
Marco Luque, o cachorro crespo de voz grossa que caiu do caminhão de mudança, a malícia em forma de inocência. O mais fofo de todos. No CQC ele é o mais perdido, mas por trás da carinha inocente e da lerdeza aparente, o cara é o cara. Digite “Marco Luque Terça Insana” no deus YouTube e você vai entender o que eu quero dizer. Atualmente ele á o papel de parede do meu computador e do meu celular. E se pessoa contasse como sonho de consumo... pronto, parei.
É isso aí, people.
Desculpa pelos comentários femininos para os meninos que lêem o blog, (meninos = Leandro e Fenômeno), mas foi inevitável.
Beijomeliga =***
ps: Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás. Segunda Insana. Breve no blog mais próximo de você nesse momento.
Já que eu fiz propaganda, os blogs dos meninos:
Felipe Andreoli: http://felipeandreoliblog.blog.uol.com.br/
Enjoy it.
Mandamentos Extras (3)
Não tentarás MESMO entender as pessoas.
Pensamentos Repentinos (9) - De sangue

A questão é que ele começou a sangrar. Até aí tudo bem, eu abstraí o fato e continuei jogando. Então de noite eu fiz o caminho que eu sempre (há umas 2 semanas) faço pra ir pra casa, fui conversando com uma amiga no referido caminho sobre os dois meninos crespos do CQC e rimos um monte. Deixei ela no ponto de ônibus também como eu sempre faço (dessa vez o sempre quer dizer um tempo consideravelmente maior) e retomei meu caminho, mas dessa vez sozinha. Foi no meio do caminho que o corte do meu dedo começou a doer. Aí eu olhei pra ele, ainda tava sangrando. Vermelho-vivo.
Então de repente eu comecei a pensar no fato de que, no fim das contas, todo mundo é igual. Se eu me machuco, eu sangro. Se eu furar por exemplo... sei lá, qualquer pessoa muito foda, por mais fodástica que ela seja, ela vai sangrar, que nem eu. Ela também não enxerga direito no escuro, também sente fome. Também sorri, também chora.
Por um momento aquilo me reconfortou. Eu não era assim tão diferente dos outros, afinal. Mas de repente o reconforto se transformou em dúvida, em questionamento. Se todo mundo é igual, por que tem tanta discriminação, preconceito, exclusão do coleguinha só porque ele é meio tímido, esquisitão, ou sei lá o quê?
Daí eu também comecei a pensar em o que torna uma pessoa melhor ou pior que outra se elas são feitas basicamente das mesmas coisas. Deixando de lado as questões genéticas do assunto, são as próprias pessoas que fazem umas as outras melhor ou pior, julgando aquilo que elas acham que é certo ou errado, bom ou ruim. Um dia alguém que sabia brincar com uma bola inventou o futebol simplesmente porque ele era bom chutando ela entre dois pauzinhos. Aí as pessoas acharam isso fantástico e resolveram brincar também. As pessoas sem coordenação motora acharam que saber jogar aquele negócio estranho era uma coisa boa e resolveram que aqueles que conseguiam chutar a bola entre dois pauzinhos de uma maneira satisfatória eram especiais. Um dia alguém viu que não conseguia chutar a bola entre dois pauzinhos, mas era realmente bom em arremessá-la com as mãos. Aí ela inventou o handebol e se tornou especial. E deve ter sido assim com tudo, simplesmente porque deve ser da natureza humana querer ser especial e querer achar que outras pessoas são especiais só porque elas sabem fazer alguma coisa melhor (ou às vezes muito melhor) que as outras.
É, eu sei, viajei na batatinha. Mas eu nem ligo, sempre faço isso. E eu nem sei qual é a moral da história. Talvez: Se você quer ser especial invente alguma coisa em que você seja realmente bom ou se mate tentando ser bom em alguma coisa que já inventaram por você.
Ou: As pessoas deveriam se machucar mais freqüentemente pra perceber que por trás de uma habilidade ou outra (ou falta dela), de um rostinho bonito (ou falta dele), ou qualquer outra coisa do tipo, todos nós somos essencialmente iguais. Todos nós sangramos.
Cola do Coleguinha (1) - Quando vai ser a próxima corrida?

Lourenço Diaféria
Você venceu!
Alguns estavam caídos de cansaço e tédio.
Lembra?, você teve uma baita vontade de ir embora, de pegar suas coisas e dizer - Tchau mesmo, quero que tudo se lixe, pra mim chega, já dei minha cota, não tem mais jeito - e virar as costas à luta, à incompreensão, ao sacrifício.
Você olhou em frente. O horizonte era uma sombra parda.
E foi seguindo.
Ou você não venceu.
Mas na multidão alguém esperava seu gesto de conquista.
Você se levantou, se lembra?, e a vaia lhe soou como sinfonia.
Pensamentos Repentinos (8) - A Arte de Sorrir

Sim, às vezes as coisas realmente são ruins, mas graças a algum mecanismo que eu não sei qual é, meu cerebro me faz o favor de apagar as lembranças dessas coisas e tudo que sobra são flashes. Flashes que eu nem lembro direito. Flashes que parecem sonho. E quer saber? Melhor assim. Uma coisa a menos pra eu me preocupar.
Daí eu achei que seria melhor eu parar com isso, desencanar das coisas e curtir mais a viagem. Quer dizer, ao invés de ficar reclamando, chorando ou perdendo meu tempo pensando demais em coisas que não merecem que eu o perca, eu vou relaxar.
Porque olha só, eu estudo na melhor universidade do país, amo o curso que eu faço, tenho alguns poucos amigos que eu não troco por absolutamente nada, tenho a família mais sem-noção do universo, dois braços, duas pernas, nariz, boca, olhos, ouvidos, todos os órgãos internos no lugar e até onde eu sei, eles funcionam razoavelmente bem. Reclamar pra quê, não é verdade?
Sei lá, acho que de repente eu percebi que tudo fica mais leve e mais fácil quando a gente pinta um sorriso no rosto. Quando a gente decide que vai ser feliz independentemente de qualquer coisa. Quando a gente pára de planejar tudo e entende que a vida é arte de improvisar, sem decorar falas ou roteiros e que temos que nos divertir com isso, porque, afinal de contas, ela é uma só, né. E lógico, nem sempre tudo dá certo, mas ao contrário do que algumas pessoas dizem, dá sim pra tirar alguma coisa positiva disso tudo, é só pensar direitinho.
E claro, sempre manter o sorriso no rosto.
É isso aí...
Mandamentos Extras (2)
Poesia (5) - O pássaro, o céu e a abelha

Era uma vez um céu
que se abriu assim, lentamente
e fez de mim um somente,
com as palavras que pinto o papel.
Uma vontade de voar e alcançá-lo
criar asas e virar passarinho,
mas quando tento alçar vôo do ninho
olho pro alto, dá medo, eu calo.
Enquanto olhava apenas o ar
surgiram da árvore insetos;
e da colméia com destino certo
foram na direção do meu olhar.
Apenas olhei com tristeza
a abelha que antes fazia mel
agora conquistando meu céu
sem cerimônia ou beleza.
Decidi que o céu não era pra mim
Tinha nascido para não alçar vôo
Percebendo que do resto eu destôo
e achei melhor deixar tudo assim.
Agora estou parada esperando,
Na dúvida se tento outra vez
Se vôo e arrisco um talvez
ou continuo pro azul só olhando.
