A Narradora

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Juliana
Estudante de Biologia, escritora e desenhista meia-boca nas horas vagas. Odeio cebola, acordar cedo e ficar muito tempo sem ter o que fazer. Na maioria das vezes sou quieta demais e prefiro continuar desse jeito. E sim, meu cérebro às vezes tem lag, problemas com interpretações múltiplas, vontade própria e está atualmente seriamente comprometido por um certo homem de covinhas.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mandamentos Extras (2)

12º: Não se apaixonarás.
terça-feira, 14 de outubro de 2008

Poesia (5) - O pássaro, o céu e a abelha



Era uma vez um céu
que se abriu assim, lentamente
e fez de mim um somente,
com as palavras que pinto o papel.

Uma vontade de voar e alcançá-lo
criar asas e virar passarinho,
mas quando tento alçar vôo do ninho
olho pro alto, dá medo, eu calo.

Enquanto olhava apenas o ar
surgiram da árvore insetos;
e da colméia com destino certo
foram na direção do meu olhar.

Apenas olhei com tristeza
a abelha que antes fazia mel
agora conquistando meu céu
sem cerimônia ou beleza.

Decidi que o céu não era pra mim
Tinha nascido para não alçar vôo
Percebendo que do resto eu destôo
e achei melhor deixar tudo assim.

Agora estou parada esperando,
Na dúvida se tento outra vez
Se vôo e arrisco um talvez
ou continuo pro azul só olhando.
.............................................................................................
Sim, poema tosco e com piadas internas, mas foi saindo e eu decidi postar =P
sábado, 11 de outubro de 2008

Mandamentos Extras (1)

11º: Não tentarás entender as pessoas.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pensamentos Repentinos (7) - Sobre derrotas


Mais uma noite frustrada. Mais uma noite que poderia ter sido e não foi. Mais uma noite em que eu poderia ter sido e não fui. Mais uma noite, apenas mais uma noite para uma coleção inteira.


A cada dia, a cada noite, mais me convenço de que assim, não vou a lugar nenhum e, apesar disso, continuo fazendo (ou não fazendo) as coisas do mesmo jeito.


Sempre coloco obstáculos no meu caminho, ou pessoas, ou os dois. Ou as pessoas ameaçam entrar e eu simplesmente abro passagem.


Acho que me falta coragem. Coragem pra gritar pra todo mundo que eu queria ele. Ou coragem para manter o silêncio e agir, sem me importar com o que as pessoas em geral pensariam disso.


Talvez seja porque eu espero que ele perceba e faça alguma coisa. Talvez eu esteja vendo comédias românticas demais. Talvez eu tenha me esquecido que a vida não cabe numa tela de cinema.


Acho também que eu tenho mania de me jogar no chão antes de tropeçar nas pedras e, talvez lá no fundo, eu tenha esperança de que ele vá me segurar. Mas, obviamente, isso nunca acontece. Ou, quem sabe, de tanto cair eu já tenha me acostumado e essa se tornou uma maneira mais fácil e confortável de deixar minha felicidade ir embora. De deixar ele ir embora.


Ao que me parece, eu perdi de novo. E talvez eu chorasse agora, caso isso já não houvesse se tornado algo rotineiro na minha vida. E não, não é exagero. É simplesmente como eu me sinto. Ou como pelo menos as pessoas (ok, algumas delas) me fazem sentir.


Vamos ver quantas vezes eu perco até o final da graduação. Provavelmente vou estabelecer um recorde inquebrável por, digamos, uns cinqüenta anos.


Enquanto isso fico na esperança de que alguma alma caridosa tenha a bondade de me dizer o que há de errado comigo, ou porque eu simplesmente pareço nunca agradar ninguém.



Obrigada e desculpa.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Pensamentos Repentinos (6) - Sobre Arremessos


Acho que ultimamente treinos de basquete têm me feito mal. Não, eu não estou quebrada, nem roxa, nem nada (tá, talvez com um ou dois dedos meio não-normais, mas a gente leva). É que me fez parar pra refletir sobre muitas outras coisas. Me fez parar pra refetir sobre como a vida da gente se parece com um jogo. Ou pelo menos a minha parece, às vezes.

Um jogo que sempre começa com a bola nas mãos do time adversário. E aí a gente arma a defesa, sempre com coleguinhas, porque cinco contra um é mancada. Marcação zona pra forçar o arremesso de longe. Funciona, o time adversário erra. Mas continua arremessando. Hora de pegar o rebote.

É tentar marcar o espaço. Às vezes funciona, às vezes não. Às vezes o adversário é maior. Às vezes essa é uma desculpa que a gente usa pra se sentir menos mal por nem tentar direito. Ou por desistir de tentar.

Então eles marcam, a posse de bola é nossa. Nessa hora tem pessoas que pediriam a bola desesperadamente e diriam que resolvem a situação. Tem pessoas que só faltam sair da quadra de medo de ter de andar com a bola. Eu não sei, acho que ultimamente ficaria no meio termo.

O time sai com a bola, o adversário arma a defesa. Individual, forte. Daquelas que a gente acha que não vai escapar nunca, por mais alucinadamente que você corra. Aí a gente pára. É, não dá mais pra andar, passar pra trás também não. Passamos a bola, às vezes meio contra vontade, pra frente, pros lados, enfim. Agora já foi, é hora de tentar se desmarcar.
Às vezes é difícil sozinho, o adversário é duro. Daí a gente apela pro corta-luz. Sempre tem o amigo disposto a atrapalhar o oponente e deixar a gente livre pra pegar a bola de novo. E então a gente pega.

Agora a gente jura com todas as forças que não vai mais deixar roubarem a bola da gente, que vamos correr pra cesta, arremessar e marcar. Mas se a marcação apertar um poquinho, a gente passa a responsabilidade e sempre arruma uma desculpa. “A, ele é melhor que eu.” , “Não vale, você é alto.” Quer saber? Dane-se que a pessoa é melhor que você, mais alta, mais rápida, mas bonita ou sei lá o quais outras desculpas viáveis para essa situação. A bola está na sua mão, a cesta a três metros de você e só porque tem alguém no seu caminho você vai desistir assim e passar a bola pro amiguinho do lado? Existem duas possibilidades, errar e acertar. Se você não arremessar, a chance de você acertar é zero, ou seja, não faz diferença. Se arremessar, convenhamos, as chances da bola entrar aumentam consideravelmente. É caro que nem todas as bolas que são arremessadas entram, mas todas as bolas que entraram um dia foram arremessadas.

No fundo, acho que meu maior problema é ter medo de errar. O que não faz o menor sentido, porque já deixei de arremessar muitas vezes e perdi a oportunidade de fazer ponto se ao menos tivesse tentado jogar a bola na direção do aro. Mas não, eu preferi desistir. Pareceu mais cômodo, era só arrumar uma desculpa depois.

Dessa vez eu ainda estou tentando me desmarcar e pedindo um corta-luz, porque sozinha tá difícil. Bem difícil, a marcação tá acirrada.

Se eu vou arremessar quando a bola chegar em mim? Espero até lá ter coragem para sim. Se a bola vai entrar? Bom, aí acho que eu só vou descobrir arremessando.